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19 de Setembro de 2019

12 Abusos que os bancos cometem contra os consumidores

Saiba o que fazer!

Rafael Rocha, Advogado
Publicado por Rafael Rocha
há 3 anos

Quem parece nunca perder dinheiro, mesmo em tempos de crise, são os bancos. Na verdade, quanto mais crise, mais lucros! Apesar de ter havido uma queda no primeiro trimestre, ainda assim o somatório foi de mais de 13 bilhões de reais, juntando treze bancos.

Os bancos oferecem o que todo mundo quer: DINHEIRO! E o sistema é perverso, porque se você levar seu dinheiro ao banco, seu rendimento pode ser zero, ou muito baixo em comparação com o que lhe é oferecido.

Imagine o dinheiro que você tem lá na conta corrente hoje, quanto você recebe de remuneração para deixá-lo lá? Nada! Isso mesmo, caso você esteja com cinco mil reais na conta corrente, você não irá receber um centavo sequer por isso.

Sabe o que o banco faz com o dinheiro que você deixa lá na conta? Ele o empresta, e isso a juros de até 450% ao ano, por exemplo, no cheque especial, no cartão de crédito, no empréstimo pessoal.

Ao contrário do que você pensa, seu dinheiro não fica parado no banco. Uma vez que está na conta, o banco trabalha com ele, como se dele fosse, auferindo lucros exorbitantes.

Agora, experimente pegar uns cinco mil reais no empréstimo pessoal, sem ser consignado em folha de pagamento: os juros variam de 6 a 12% – uma verdadeira agiotagem legalizada!

Mas aí, você diz que tem lucro com o dinheiro na poupança. Veja bem, o máximo que se paga na poupança é 0.60% (menos de 1%) e, a depender dos saques, extratos, ainda tem as despesas bancárias, que no final podem anular qualquer rendimento. É justo isso? Não mesmo!

O que o brasileiro vive é um sistema que privilegia bancos e subtrai dos consumidores. Por serem o lado mais fraco da corda, esta sempre arrebenta para o seu lado.

Problemas como cobranças indevidas, juros abusivos, taxas, cartões de crédito não solicitados, cheque especial, abuso do direito de cobrar, cheque devolvido por engano, portas giratórias constrangedoras são alguns dos que vamos analisar neste artigo.

Caso você esteja enfrentando problemas com bancos, dificuldade em pagar as dívidas, esse artigo irá lhe ajudar a encontrar uma saída e lhe fará conhecer o seu direito.

Lendo este artigo, você terá condições de resolver seus problemas bancários; você também encontrará mais respostas, tais como a que se encontra aqui: http://migre.me/uwrsD

1. COBRANÇA INDEVIDA

Muitos clientes de bancos são alvos de cobrança indevida – cobrança daquela conta que você já pagou e lhe é cobrada novamente. Os clientes quitaram uma dívida e o banco está cobrando novamente a mesma.

Os consumidores devem ficar atentos, principalmente com aquelas dívidas negociadas por telefone, em que lhe é enviado um número de código de barras para pagar em qualquer estabelecimento.

Geralmente, esses boletos não têm a identificação da dívida, número de contrato e, em geral, as pessoas fazem o pagamento e perdem o comprovante; daí vem o banco cobrando em duplicidade.

No Direito, existe uma máxima que diz que “Quem paga mal, paga duas vezes”. Então, cuidado! Não faça pagamentos às escuras.

Ao pagar uma dívida dessas, feitas em negociações com as empresas terceirizadas de cobrança, peça que venha por e-mail explicando qual dívida é, o número do contrato e a que banco se refere. Ao receber esse e-mail, procure o banco e veja se aquela empresa de cobrança está autorizada a realizar aquele trabalho.

Ao pagar a fatura, faça uma cópia de segurança. O ideal é escanear em PDF e enviar para pelo menos dois e-mails de segurança. Todo cuidado é pouco.

Cuidado com esses papéis impressos em bancos, a tinta desaparece rápido, por isso a necessidade de cópias de segurança; e isso o mais rápido possível.

A cobrança indevida do banco pode ser também no débito em conta. Nesse caso em especial, as pessoas que têm empréstimo consignado passam por esses problemas.

O débito, às vezes, ocorre no contracheque e na conta corrente. Por isso, é de suma importância conferir todo o extrato bancário mês a mês, para saber a origem de cada débito. Há pessoas que percebem que estão sendo lesadas depois de vários meses.

Caso você tenha pago uma dívida indevidamente, você tem o direito de receber em dobro, também chamado de indébito. A exemplo, você pagou uma dívida R$ 300,00 e o valor correto seria R$100, então tem o direito de receber R$ 400,00 reais de volta, mais indenização por danos morais.

Cobranças indevidas são a maior reclamação dos consumidores em relação aos bancos, por isso deve-se tomar muito cuidado ao contrair uma dívida e, principalmente, ao pagá-la.

2. CHEQUE ESPECIAL

Um abuso! Existem bancos que chegam a cobrar até 16.5% de juros ao mês dessa modalidade de empréstimo. Sabe aquele valor que se encontra na sua conta, chamado de limite? Eis o cheque especial, causador de enormes problemas.

Há um número enorme de empresas de todos os portes, e também de pessoas físicas que não mais conseguem saldar seus débitos junto aos bancos devido à cobrança excessiva e injusta de juros; e que, por serem indevidas, podem procurar a justiça para reaver os valores pagos a mais, sendo inclusive indenizados por danos morais. A solução para isso chama-se ação revisional de cheque especial.

Escrevi um artigo sobre revisional de cheque especial que pode lhe orientar perfeitamente. Veja aqui: http://migre.me/uwt9v

As tarifas cobradas nas contas correntes são simplesmente abusivas e são excessivamente onerosas ao consumidor. Por exemplo, taxa de adiantamento, de cheque compensado, de abertura de crédito; tudo isso onera e ainda se sobrecarrega de juros que incidem sobre elas, tornando a dívida impagável. Uma verdadeira bola de neve.

Os especialistas em economia alertam que o cheque especial é o dinheiro mais caro do mercado financeiro, e orienta as pessoas a usarem somente em situações de extrema urgência. Por isso, fique atento ao usar seu cheque especial.

Caso você ou sua empresa passe por um problema como esse, está com dívidas bancárias impagáveis, procure um advogado e solucione a questão o mais rápido possível.

3. JUROS ABUSIVOS

Bancos vivem basicamente de juros, que são a maior parte de sua receita. Claro que não é errado cobrar juros, o que se questiona é a abusividade dessas cobranças. O cheque especial e o cartão de crédito são oa campeões de juros, talvez porque são mais utilizados; é o que mais atrapalha a vida financeira do cidadão brasileiro.

Qual é a necessidade de se cobrar 430% de juros ao ano? 100% já não é alto demais? E não seria suficiente? Algum banco paga ao menos 10% de juros para quem aplica dinheiro em suas contas? A poupança ao ano não chega a 8% de rendimento e o menor juro de cheque especial chega a 320%. Absurdo, criminoso, um atentado à economia!

E no caso dos financiamentos, a pessoa compra um e paga dois, por exemplo, no caso dos veículos. É por isso que os bancos alcançam lucros exorbitantes de bilhões, apesar da crise.

O STJ entende que juros abusivos são aqueles que colocam o consumidor em desvantagem exagerada, aqueles acima da taxa média de mercado, devendo o julgador analisar o caso concreto. O ideal é mesmo ajuizar ação contra o banco.

O Código de Defesa do Consumidor, em seu artigo 51 § 1º, III, diz que é abusiva a cláusula que gera ao consumidor excessiva onerosidade, a chamada dívida impagável. Os tribunais da atualidade têm concedido a revisão e o ressarcimento dos valores pagos indevidamente.

4. TAC E TEC

Parece nome de personagem de desenho animado, mas são as famigeradas TAC – Taxa de Abertura de Crédito – e TEC – Taxa de Emissão de Carnê -, em geral, serviços cobrados pelas instituições financeiras quando se faz um contrato de financiamento.

Há pouco tempo, o Superior Tribunal de Justiça decidiu que são ilegais e devem ser devolvidas aos clientes. Todos que fizeram contratos de financiamentos pagaram essas taxas e têm direito, agora, de ingressar na justiça e reclamar de volta esses valores, cobrados em dobro inclusive.

Mesmo que você não tenha mais esse contrato e você já tenha pago tudo, e ainda não tenha cinco anos, você pode pedir ao banco que lhe entregue o contrato de financiamento para ingressar na justiça.

Caso o banco não queira fornecer o contrato, fique tranquilo, a justiça tem meios de fazê-lo entregar, bastando para isso que você procure um advogado e ajuíze uma ação.

Todos os contratos celebrados a partir de 30 de abril de 2008 podem requerer o pagamento desses valores de volta, pois são ilegais e são valores razoáveis, que compensam ser cobrados na justiça, pois a devolução deve ser em dobro.

Neste sentido, o Código de Defesa do Consumidor, no artigo 42, §º único, deixa claro que a restituição deverá ser em dobro:

Art. 42. Na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto ao ridículo, nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça. Parágrafo único. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável.

Por isso, todas as pessoas que tem algum tipo de contrato de financiamento de qualquer bem móvel ou imóvel pode solicitar uma restituição desses valores.

5. CARTÃO DE CRÉDITO NÃO SOLICITADO

Inicia um inferno na vida do cidadão que, estando tranquilo em seu lar, recebe uma correspondência do banco e se depara com um cartão de crédito que, muitas vezes mesmo sem desbloquear, já começa a cobrar taxas e, quando se percebe, lá está a bola de neve.

O envio do cartão de crédito, ainda que bloqueado, sem pedido prévio e expresso do consumidor, caracteriza prática comercial abusiva e autoriza a indenização por danos morais. Para a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), essa prática viola frontalmente o disposto no artigo 39, inciso III, do Código de Defesa do Consumidor.

Por ser uma prática abusiva, caso o cidadão receba um cartão de crédito não solicitado, pode ajuizar uma ação de indenização por danos morais que irá vencer. O CDC proíbe expressamente entregar produto ou fornecer serviço sem que este tenha sido requisitado previamente.

Nâo são raros aqueles casos em que, mesmo sem ter utilizado o cartão, o consumidor passa a receber cobranças referentes à anuidade e encargos, correndo, também nesse caso, o risco de ter seu nome inserido em cadastros de restrição ao crédito.

No link http://migre.me/uwzaQ, você encontrará uma orientação mais aprofundada sobre cartão de crédito não solicitado, que inferniza a vida de muita gente. Não deixe passar em branco! Caso você seja vítima, faça valer o seu direito.

6. DEVOLUÇÃO INDEVIDA DE CHEQUE

Quantas pessoas já não foram pegas de surpresa ao perceberem em seu extrato a devolução de um cheque, mesmo tendo fundos suficientes na conta bancária?

A Súmula nº 388 do Superior Tribunal de Justiça (STJ) é clara ao dizer que “A simples devolução indevida de cheque caracteriza dano moral”. Nessa situação, não é necessária a comprovação do efetivo dano moral sofrido pela vítima, pois o prejuízo é presumido em virtude da gravidade do fato.

O STJ entende que quando ocorre a devolução indevida de cheque por responsabilidade do banco, há diversas consequências negativas ao correntista, o qual pode ter o seu nome incluído nas listas de maus pagadores CCF (cadastro de cheque sem fundos), em outras como o SCPC e o Serasa; pode ser obrigado a se utilizar de cheque especial com juros mais elevados ou, até mesmo, ter sua conta encerrada.

Além de ter que passar a vergonha de ter o cheque devolvido, também ter que receber a cobrança de quem lhe recebeu o pagamento com o cheque e tantos outros inconvenientes, tudo por culpa dos bancos.

Caso isso ocorra, deve-se procurar imediatamente um advogado e ingressar com uma ação por danos morais e materiais contra a instituição financeira.

7. ABUSO EM COBRAR

A maioria dos bancos contam com empresas terceirizadas para efetivar as cobranças, tais como recuperadoras de crédito e escritórios de advocacia especializados em cobrança.

Essas empresas, por diversas vezes, extrapolam em suas cobranças cometendo verdadeiros abusos, como ligar mais de dez vezes por dia e de diferentes telefones, ligar diretamente no emprego da pessoa ou mesmo para parentes dela.

Há ainda os abusos de cobrarem ligando altas horas da noite, em período de descanso ou em domingos e feriados. Há casos de pessoas que relatam verdadeiras ameaças em caso de não pagamento, o que já se torna um crime.

O que deve fazer o cidadão que sofre com esses problemas? Com a facilidade que existe, nos dias de hoje, para gravar tanto o áudio das ligações como o registro desses números, pode-se, feitas essas provas, ajuizar ação de indenização por dano moral.

Já não basta o problema da dívida que tira a paz da pessoa, ainda sofrer com o abuso da cobrança! Leia aqui http://migre.me/uwA5F um caso desses de excesso, em que uma pessoa foi cobrada pelas redes sociais.

Caso você seja vítima desse excesso na cobrança ou abuso do direito de cobrar, não aceite, lute por seus direitos! E se você precisa realizar uma cobrança de modo correto, leia o artigo que fiz especificamente sobre isso, clicando aqui: http://migre.me/uwA9y

8. CLONAGEM/FURTO

Inúmeras pessoas são vítimas diariamente de Hackers/Crackers – aqueles que fazem uso da internet para fraudar contas bancárias, fazer compras com o seu cartão de crédito ou emitir boletos em seu nome. São diversas as formas de fraudes.

Você deve estar se perguntando: “mas isso não é culpa do banco, é?” Sim, posto que a responsabilidade pela segurança digital e de sistemas é das instituições financeiras.

Não há necessidade de provar culpa, é responsabilidade objetiva, ou seja, se ocorreu a fraude, o banco deve indenizar. O consumidor não tem condições de realizar a própria segurança de sistema.

9. SAIDINHA DE BANCO

Por falar em segurança, pessoas que sofreram a famosa “saidinha de banco”, aquela em que ocorre o assalto na porta do banco, entendo que deve o banco indenizar essa pessoa, pois deve ofertar segurança em sua imediação.

Mesmo na hipótese de o fato criminoso ter ocorrido fora das dependências da agência bancária, isso não é causa suficiente para afastar a responsabilidade.

A prática ocorre da seguinte maneira: a vítima é escolhida, geralmente por “olheiros”, que se encarregam de observar e identificar as pessoas que façam saques bancários.

Em seguida, sabendo que o cliente acabara de receber dinheiro, o “olheiro” transmite a informação aos comparsas que, normalmente, ficam no exterior da agência, e só tem o trabalho de seguir a vítima para arrebatar-lhe o dinheiro.

A vítima, então, é seguida até determinado ponto que permita a abordagem, com menor risco, pelo criminoso, muitas vezes nas próprias mediações do estabelecimento bancário.

A partir da promulgação do Código Consumerista, passou a ser possível a responsabilização da empresa por atos de terceiros, nos termos dos artigos 8º e 14. Com o advento do vigente Código Civil, a obrigação se ampliou, consoantes dispõem os artigos 927, 931 e 932, pela denominada “teoria do risco”.

10. PORTA GIRATÓRIA

As portas giratórias são um exemplo de descaso por toda a imensidão deste país. Não é ilegal ter portas giratórias, o mal reside em não conservá-las, obrigando consumidores a fazerem uso desse sistema com defeito.

O constrangimento é enorme, só quem já passou para dizer. Entre eles, as pessoas não portarem nenhum metal no corpo e, assim mesmo, a porta não abrir; ou ter que passar por revistas inúteis e vexatórias.

Há também os casos de pessoas que ficam presas nos estabelecimentos pelo fato das portas não se abrirem, ficando retidas, até mesmo, naqueles minúsculos espaços que elas oferecem.

Quer ver um exemplo de alguém que ganhou R$ 5.000 de danos morais por problemas em porta giratória? Leia aqui: http://migre.me/uwHtF

11. VENDA CASADA

Quantas vezes, ao solicitar um cheque especial, aumento do limite desse cheque ou outra forma de crédito pessoal ou financiamento, o gerente do banco condiciona a autorização à contratação de um seguro? Isso é ilegal! É VENDA CASADA, uma forma de vincular a compra de um produto ou serviço a outro.

Imagine o abuso que é os seguros de empréstimos que são empurrados aos clientes. O seguro garante à instituição financeira receber o recurso, caso o cliente não pague a dívida. Já o consumidor, além de pagar por essa garantia, tem de arcar com os juros e a multa pelo atraso, quando fica inadimplente.

O que diz a Lei a respeito do tema venda casada? O Código de Defesa do Consumidor, artigo 39, esclarece de forma inequívoca:

“Art. 39 – é vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas:

Inciso I: “condicionar o fornecimento de produtos ou serviços ao fornecimento de outro produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos”.

Ainda sobre o tema, a Lei 8137/1990 tipificou a prática de venda casada como crime, no seu art. , incisos II e III:

“Art. 5º Constitui crime da mesma natureza:

II – subordinar a venda de bem ou a utilização de serviço à aquisição de outro bem, ou ao uso de determinado serviço;

III – sujeitar a venda de bem ou a utilização de serviço à aquisição de quantidade arbitrariamente determinada;

Pena: detenção de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, ou multa”.

A orientação para os consumidores que se deparam com a prática da venda casada é, naturalmente, procurar um advogado e exigir a nulidade completa do negócio jurídica e exigir uma indenização. Para saber mais como se defender da venda casada leia aqui http://migre.me/uwHPR.

12. COBRANÇA DE COMISSÃO DE PERMANÊNCIA

zSabe-se que taxa de comissão de permanência é um encargo criado pelos bancos do país sem amparo em legislação competente. Afinal, é a própria Carta Política de 1988, que assegura aos cidadãos brasileiros: “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei” (CF, artigo , II).

A comissão de permanência é uma taxa acrescida ao valor principal, devida sempre que houver impontualidade no cumprimento da obrigação pelo devedor.

A comissão de permanência fere o direito do consumidor, pois normalmente é cobrada no mesmo contrato em que se estipulam juros de mora. O correto seria a extinção dessa taxa, pois além de ser uma cobrança de difícil justificativa frente a tantas outras taxas que permeiam um contrato, é impossível não cumular ela com outras taxas de juros.

Que tipo ou espécie de consumo o consumidor realiza quando paga esta famigerada comissão de permanência? Nenhum!

Esse artigo ajuda você a se prevenir e conhecer seus direitos contra abusos que os bancos cometem. Em todo caso, é necessário sempre consultar um advogado que lhe fornecerá a orientação completa.

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76 Comentários

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Ótimas informações Dr.

E se, e somente se, os bancos realizarem algo ainda mais sinistro como a chamada "reserva fracionária"?

E se, e somente se, além de todos esses abusos, eles emprestarem dinheiro que não existe ?

Seria ainda mais abusivo?

"O sistema de reserva fracionária refere-se à prática bancária, adotada na maioria dos países do mundo,[1] que permite aos bancos fazerem empréstimos ou investimentos em valor muito superior ao valor dos depósitos sob sua guarda, desde que mantenham como reserva uma determinada fração do valor desses depósitos.[2] Esse sistema permite que os bancos emprestem a maior parte dos depósitos a vista, retendo compulsoriamente apenas uma fração desses depósitos. O sistema de reservas fracionárias baseia-se na crença de que os depositantes não sacarão o seu dinheiro ao mesmo tempo. Se o fizessem, os bancos não teriam como atender a demanda, ou seja, quebrariam."[3]

https://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_de_reserva_fracion%C3%A1ria

Veja esse vídeo, é bem explicativo.

https://www.youtube.com/watch?v=5oioHx_-OyA

Aqui abaixo se tem um quadro explicativo também, considerando uma obrigatoriedade de reserva de 20% do depósito, se não me engano, no momento, pelo menos no sistema americano, é de 10%.
Damos duro todos os dias para quitar empréstimos criados nas telas do computador sem nenhum correspondente real. Isso vale também para o endividamento público.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Cria%C3%A7%C3%A3o_de_moeda

O sistema econômico recrimina a impressão de moeda pelo Estado, como já foi utilizada politicamente e artificialmente, mas só porque são eles que detêm a capacidade de criação do dinheiro através de dívidas sem correspondente em depósitos de valor equivalente.

Não me recordo a fonte, mas li esses dias que 97% do dinheiro circulante é derivado dessa manobra de reserva fracionária + juros. Talvez seja até nesse vídeo.

Segundo Éneas, esse sistema da dívida é questão central.

Nós, do meio jurídico, temos que entender como isso tudo funciona. Não adianta aqui falarmos em crimes, por exemplo, sendo que estamos inseridos em um sistema criado para canalizar todas as riquezas nas mãos do sistema financeiro. 54% de tudo que produzimos no Brasil vai para o sistema da Dívida. Claro que temos muito de incompetência, mas em se tratando de sistema político dependente de dinheiro para eleição e para a administração, são agentes do sistema. Detalhe é esse mesmo sistema bancário que financia nossa informação. São eles os anunciantes das revistas, telejornais e etc...

Veja o que é a legislação da Alienação Fiduciária. É a mais clara forma de nos tornarmos locatários de imóveis de bancos. Sendo que nos primeiros anos são destinados a pagar o somente juros. Quase não se abate o principal. Isso é um absurdo.

Precisamos rever o nosso sistema. Como o senhor mesmo disse, se o mercado está aquecido o sistema lucra muito, se o mercado está em crise os bancos continuam lucrando.

Enquanto não tratarmos essa discrepância, será inútil falarmos em erradicar fome, diminuir criminalidade...

Veja o que aconteceu no Equador com a revisão da dívida. Como eu tenho dito, até nos esportes estão se destacando. Veja a Seleção de futebol dominando as eliminatórias. Por que isso? O dinheiro saiu do sistema financeiro e está indo mais para a população.

Essa é a questão central que deveria unir a todos. continuar lendo

Artigo claro sobre como funciona esse sistema:

http://dgdconsultoria.jusbrasil.com.br/artigos/132835002/sistema-bancario-de-reservas-fracionarias continuar lendo

Olá Dr. Rodrigo Xavier.

Primeiro, muito obrigado por ter compartilhado seu conhecimento.

Assisti ao vídeo do youtube (Moving Forward - O que é o Sistema Bancário de Reservas Fracionárias?) e gostei muito! Não tinha ideia de como seria na prática a sistema "Reservas Fracionárias".

Pensando um pouco, tanto sobre o exposto pelo Dr. Rafael Rocha, quanto o exposto pelo senhor, haveria um caminho para trilharmos combatendo o sistema?

Não somo totalmente dependentes dos Bancos?

Certa vez, fiquei sabendo por boatos de corredores de fórum, que após demandar contra um banco o autor da ação entra para uma tal de "lista negra" (não mais conseguirá créditos bancários). Isso tem fundamento?

Caso tenha fundamento, reforma ainda mais a ideia de dependência dos Bancos?

Mais uma vez MUITO OBRIGADO! continuar lendo

Que isso, caro Guilherme. Por isso a internet é algo fascinante que nos deixa em liberdade para buscarmos muitas fontes de conhecimento.

Sim, nossa estrutura política, econômica e financeira é extremamente dependente da dívida bancária.

É possível mudar.

O próprio Éneas sugeriu a moeda lastreada nas riquezas minerais do Brasil. Ou seja se precificaria o montante de bens reais que estão a nossa disposição, tal como ouro, prata, Nióbio (o mais importante), petróleo e etc... Assim, só se teria dinheiro novo se tivesse um correspondente real. Assim era no princípio dos comprovantes de depósito de ouro como diz Adam Smith. Só tinha moeda papel para o equivalente em ouro.

Nesse outro vídeo em uma conferência na Turquia o palestrante diz em permitir que os bancos negociem somente o que possuem. 100% para 100%, sem esse negócio de reserva fracionária. O que me leva a crer que a tentativa de golpe recente tenha a ver com o sistema financeiro que o Presidente estava querendo implantar (procurei mas não achei mais detalhes de como ele estava trabalhando).

https://www.youtube.com/watch?v=oDrZo6L55Ec

John Kennedy tentou retirar o poder dos banqueiros, lastreando a moeda americana nos metais preciosos. Todos sabem o que aconteceu com ele três meses depois de editar a Ordem Executiva 11110, que retomava o poder de emitir moeda ao Governo, retirando da Federal Reserve (que é privado, camuflado de público pelo nome Federal).

As pessoas precisam saber disso. Não tenho as repostas prontas.

Mas, no meu entendimento, precisamos tirar o dinheiro das campanhas políticas. Campanhas políticas caras restringem a participação daquelas pessoas que querem fazer política de verdade e não negociatas. Essa farsa democrática precisa acabar para que possamos desenvolver como humanidade. Vivemos uma falsa liberdade. Igual eleição nos EUA. Eleger entre dois? que liberdade é essa? Existem outros candidatos, mas possuem tanta impossibilidade de se elegerem que fica restrito a dois candidatos postos pelos grande Capital para serem escolhidos.

Como acontece aqui também. Podemos ver que a campanha eleitoral é um ralo que escoa o dinheiro de maneira suja que compromete todo o mandato dos "eleitos".

Umas vez eleitos, a edição de leis e a administração dos recursos se dará para beneficiar os financiadores. Pessoa jurídica não tem vontade e não pode ser determinante para definir os candidatos.

E, se pararmos para pensar direito, com a internet e redes sociais, quem precisa de dinheiro para que conheçam suas ideias? A não ser um equipamento básico, nada de muito caro precisa se fazer.

Veja aqui o que José Saramago diz a respeito da democracia:

https://www.youtube.com/watch?v=m1nePkQAM4w

Aliás, fazemos política todos os dias. Aqui mesmo no Jusbrasil tem muitos que se fossem candidatos eu votaria pelas ideais que trazem.

Sem isso, os políticos ainda criaram leis para regulamentar essa injustiça.

Existe uma entidade que está brigando para que a população tome conhecimento desse sistema, "Auditoria da Dívida Cidadã". A presidente trabalhou no Banco Central a vida inteira e participou ativamente do auditoria da dívida do Equador que eliminou a dívida do Estado e liberou as verbas para aplicação nas áreas que deveriam ser aplicadas.

Então, caro amigo, eu possuo um conhecimento bem raso do assunto. E fiquei chocado assim como você. Estou engatinhando. Confesso não ter a solução. Mas, já tenho a convicção de que o atual sistema é feito para fazer crise e trazer miséria para quase todos, menos o 1%.

A solução é muito complexa. Envolve também as questões de mídia e etc... No jornal nacional não vão criticar os bancos que que são seus maiores anunciantes, o que você acha ?

Mas o que precisamos entender que isso não pode ficar assim. A solução tem que vir de maneira conjunta para beneficiar a todos, não podemos mais tolerar privilégios. Todos somos humanos.

Vai achar muita coisa no site: http://www.auditoriacidada.org.br/ continuar lendo

vou estudar sobre isso! continuar lendo

O sistema de alavancagem é utilizado no mundo inteiro. Não há nação que não faça isso. Até 1971, se não me engano, era utilizado o ouro como medida de riquezas e o papel moeda deveria corresponder. Hoje não é mais assim. Não há correspondente, é tudo virtual. A alavancagem brasileira é de 8 para 1, às vezes 9 para 1. Isso significa que de cada 8 reais que temos na carteira, existe apenas 1 real lastreado (ou seja, que possa se transformar em ouro ou outro item valioso). Nos EUA, como citado, é 12 para 1. Essa forma ajuda principalmente a pagar os excessos de consumo que vivemos hoje. Não haveria dinheiro suficiente caso fosse o sistema anterior, por isso alteraram para poder fazer girar mais dinheiro. Para quem é bom? Para todos. Para quem é ruim? Pra nós seres mortais que não temos riquezas. Os bancos devem seguir o acordo de basiléia, que é bastante complexo para quem não entende de enconomia, porém que protege esse sistema para que continue funcionando adequadamente. continuar lendo

Bem, os bancos não são maus. Assim como toda empresa, age segundo as regras do mercado. Se as regras são ruins para o consumidor, a culpa não é do banco.

"Sabe o que o banco faz com o dinheiro que você deixa lá na conta? Ele o empresta, e isso a juros de até 450% ao ano, por exemplo, no cheque especial, no cartão de crédito, no empréstimo pessoal."
-> Sim e não. De fato ele usa o seu dinheiro para outros negócios, mas o valor está à sua disposição no dia e hora que desejar. Se utilizar o seu dinheiro em uma operação e tiver prejuízo, você nem irá perceber. Ou seja, embora ele use para outros fins, o que faz para você, de fato, é apenas guardar.

"Agora, experimente pegar uns cinco mil reais no empréstimo pessoal, sem ser consignado em folha de pagamento: os juros variam de 6 a 12% – uma verdadeira agiotagem legalizada!"
-> Empréstimo é um serviço. Se você gastar MENOS do que ganha, nunca irá precisar do banco. Se fizer uma boa gestão do seu dinheiro (como poucos brasileiros fazem), não precisará do banco nem mesmo para comprar uma casa (que, diga-se, é um péssimo investimento na grande maioria das vezes).

"Mas aí, você diz que tem lucro com o dinheiro na poupança. Veja bem, o máximo que se paga na poupança é 0.60% (menos de 1%)"
-> É um péssimo negócio deixar dinheiro na poupança, mas este valor é definido pelo governo, não pelo banco.

"e, a depender dos saques, extratos, ainda tem as despesas bancárias, que no final podem anular qualquer rendimento. É justo isso? Não mesmo!"
-> Simples, não use banco. TODOS os bancos oferecem serviços básicos e gratuitos, opte por eles. Não é exatamente excelente, mas é de graça. TODOS tem um serviço de cartão de débito sem quantidade de saques e consulta ilimitada de saldo e extrato, basta consultar o banco.

"O que o brasileiro vive é um sistema que privilegia bancos e subtrai dos consumidores. Por serem o lado mais fraco da corda, esta sempre arrebenta para o seu lado."
-> Mais ou menos. Privilegia o banco sim, mas por incompetência do governo. Já viu as dificuldades para abrir um banco? Beira as raias do impossível devido às exigências, logo, a competição é ridícula. Mas, novamente, porque o governo assim o quer.

"Existem bancos que chegam a cobrar até 16.5% de juros ao mês dessa modalidade de empréstimo. Sabe aquele valor que se encontra na sua conta, chamado de limite? Eis o cheque especial, causador de enormes problemas."
-> O real causador do problema é gastar mais do que ganhou. Crédito tem custo, se gastar menos do que ganha, não irá precisar dele.

"Os especialistas em economia alertam que o cheque especial é o dinheiro mais caro do mercado financeiro, e orienta as pessoas a usarem somente em situações de extrema urgência."
-> Exato. Todos já sabem do custo, então porque o usam?

"Claro que não é errado cobrar juros, o que se questiona é a abusividade dessas cobranças."
-> E o que seria abuso? Difícil definir. Limitar por Lei? Não funciona, pois os bancos não irão emprestar se for limitado os juros. Solução: facilitar a concorrência.

"O cheque especial e o cartão de crédito são oa campeões de juros, talvez porque são mais utilizados; é o que mais atrapalha a vida financeira do cidadão brasileiro."
-> Novamente: o que atrapalha o brasileiro é não ter controle financeiro.

"Qual é a necessidade de se cobrar 430% de juros ao ano? 100% já não é alto demais? E não seria suficiente?"
-> Digamos que seja. Mas se tem pessoas dispostas a pagar mais, porque cobrar menos? Se eu chegar no seu escritório para uma consulta e disser "te pago R$ 100.000 por duas horas de consulta", será que você irá realmente dizer "olha, é muito, prefiro que me pague apenas X que é o justo". Oras, há advogados que cobram valores que a grande maioria da população nem saberia ser possível e não vejo nenhum advogado dizendo que é um preço absurdo.

"A poupança ao ano não chega a 8% de rendimento e o menor juro de cheque especial chega a 320%. Absurdo, criminoso, um atentado à economia!"
-> Novamente: os juros da poupança são definidos pelo governo, não pelo banco.

"E no caso dos financiamentos, a pessoa compra um e paga dois, por exemplo, no caso dos veículos. É por isso que os bancos alcançam lucros exorbitantes de bilhões, apesar da crise."
-> Este é o preço do imediatismo do brasileiro. Ao invés de juntar 2,5 anos o valor que vai pagar a parcela, prefere pagar 5 anos um empréstimo para comprar de imediato. Junte a isto a falta de concorrência...

"Por falar em segurança, pessoas que sofreram a famosa “saidinha de banco”, aquela em que ocorre o assalto na porta do banco, entendo que deve o banco indenizar essa pessoa, pois deve ofertar segurança em sua imediação."
-> As imediações vão até onde? Se houver conivência de funcionário do banco, concordo. Do contrário, o problema é de segurança pública. Se o banco será responsável sempre, então entra aí um custo a mais para o banco gerenciar e, naturalmente, será repassado de alguma forma.

Culpar o banco pelos males do país é ignorar o real responsável: o governo e as pessoas. continuar lendo

A culpa é dos bancos sim! a lei não limita o que seria abusivo, mas isso não é pretesto para cobrar o que cobram... ABUSO. continuar lendo

Sério Gelson que você quer que limitem por Lei? Como se sentiria se o governo limitar por Lei o quanto VOCÊ cobrar pelo seu serviço? continuar lendo

pragmático, mas correto nas colocações.
Só faço uma crítica, que no sentido que as coisas estão tortas, quem ajuda a entortar também é culpado. Não se pode dizer que algo está certo baseado unicamente que não há disposição dizendo que é errado. Há coisas que acontecem errado por falta de regulação também. E nesse contexto entra o papel dos bancos. Poderia ser melhor, muito melhor. Não precisaria cobrar 300% ao ano de cheque especial. Na minha humilde opinião, os bancos tem culpa no cartório sim, junto com o governo e as próprias pessoas.
Porém, eu concordo absolutamente contigo e digo mais, que o maior culpado do buraco que entra é da própria pessoa que toma e usa o crédito, mesmo sabendo que não vai dar certo. O que falta é educação financeira. Nosso sistema é capitalista, e dentre as coisas materiais o que mais importa é o dinheiro, e esse é justamente o ponto fraco da maioria do povo. Rico é aquele que gasta menos do que ganha. continuar lendo

"-> Simples, não use banco. TODOS os bancos oferecem serviços básicos e gratuitos, opte por eles. Não é exatamente excelente, mas é de graça. TODOS tem um serviço de cartão de débito sem quantidade de saques e consulta ilimitada de saldo e extrato, basta consultar o banco."

Se você pesquisar um pouco, irá descobrir que a regulamentação do BCEN que fala sobre isso, tb diz: "só se houver interesse econômico por parte do banco". Ou seja, só se o banco quiser. continuar lendo

"Que é roubar um banco em comparação com fundar um banco?" Bertolt Brecht (escritor dramaturgo alemão). continuar lendo

Bom dia, me dê uma informação sobre a taxa 'Adiantamento de depositante', não tenho cheque especial e cada vez que a tarifa mensal é cobrada e não tenho saldo, o banco 'paga pra mim' e depois desconta 50,00 da minha conta, meu gerente disse que isto esta em contrato e ainda que eu vá para justiça perderei pois é um direito do banco? É correto ou não? Posso pedir para ser restituída dos valores que me tiraram ao longo dos anos? continuar lendo

Normalmente existe esta previsão nos contratos de abertura de crédito, que é uma taxa que o banco cobra por ter "adiantado" o valor de um crédito pra você, cobrir um cheque por exemplo. Esse valor é fixo.
Lembre-se que deve estar previsto em contrato, solicite ao seu gerente o contrato que ele diz que consta tal cláusula e tire a dúvida.
Abraço continuar lendo

Boa tarde! Pois é, tá difícil nossa relação com bancos. Vocês acreditam que uma gerente do banco Santander teve a cara de pau de me falar (hoje mesmo) que o banco não é obrigado, quando instituição privada, a fornecer pacote de serviços essenciais, aquele sem cobrança de tarifa. Juro que fiquei até sem reação. continuar lendo